“Precisava falar alguma coisa, me abrir com as pessoas ser sincera, mas o medo da resposta não me permite isso, não sei nem o que falar direito, e pelo jeito delas me tratarem eu posso até duvidar da reação, ou talvez não, talvez eu esteja totalmente enganada, e eu só seja uma paranoica apaixonada, que vê erro em tudo, acho que me falta atenção, preciso me dar atenção, as pessoas me tratam bem, e eu talvez não enxergue isso, obvio que não ficam grudadas me agradando e me dando carinho e atenção todo momento, mas esse “grude”, agrado, carinho e atenção me fazem muito falta, às vezes é só o jeito próprio de tais pessoas me tratarem, mas talvez eu veja errado esse tratamento, sinto que as pessoas ficam ali comigo, pelo simples fato de eu ter pedido, por digamos que “obrigação”, não por querem estar ali do meu lado, é tão quanto dramático essa falta de atenção, mas isso me ataca de um jeito que até um “oi” ou um silêncio me atinge, de tal forma que me derruba lá embaixo, sem mais nem menos, leva todo aquele animo de sorrir, pode parecer que sou forte, ou até sou, mas não dá pra ser forte o tempo todo…”
“Hoje vi um casal de cegos e fiquei surpreso com tamanha felicidade dos dois. E tomei uma grande curiosidade, então procurei saber mais sobre os dois. Fiquei assustado quando me disseram que eles são cegos de nascença e desde que se conheceram não se desgrudam mais. E quando dizem que o amor deles é impossível porque “o que os olhos não vê, o coração não sente”, eles respondem: “vocês que ama com os olhos não sabem o quão é bom amar com o coração.”